Caí numa burla de MB WAY: o que fazer agora

Última verificação das fontes oficiais: 31 de outubro de 2026. Os ecrãs das apps e portais mudam com frequência; se encontrar uma diferença, avise-nos. Este guia é informativo e não substitui as instruções oficiais.

Ilustração: telemóvel com o símbolo do euro e um sinal de aviso

Resposta curta: ligue já para o seu banco pelo número que está no verso do cartão ou na app do banco, peça para bloquear o MB WAY e o cartão e para contestar as operações. Se as operações não foram autorizadas por si, o banco tem de devolver o dinheiro até ao fim do dia útil seguinte (com responsabilidade máxima de 50 € para si, salvo fraude ou negligência grave). Depois apresente queixa na Queixa Eletrónica e guarde todas as provas.

Nos primeiros minutos

  1. Pare de responder ao burlão: desligue a chamada ou deixe de responder às mensagens. Não tente «testar» quem está do outro lado.
  2. Ligue para o banco pelo número oficial (verso do cartão ou app), nunca pelo número que veio na mensagem. Peça para desativar o MB WAY, cancelar o cartão e retirar qualquer número de telemóvel associado à sua conta que não seja o seu.
  3. Para cartões da rede Multibanco, também pode pedir o cancelamento à SIBS: 808 201 251 ou +351 217 918 780 (a partir do estrangeiro).
  4. Mude as palavras-passe do homebanking e do e-mail se as tiver dado ou escrito num site falso.
  5. Guarde as provas: capturas das mensagens, números, ligações, extratos com as operações.

Os esquemas mais comuns

  • «Comprador» do OLX ou Vinted: diz que vai pagar por MB WAY e «ajuda-o» no Multibanco. Na verdade, associa o número de telemóvel dele à sua conta, ou envia-lhe um pedido de dinheiro em vez de um pagamento. Nunca associe ao seu MB WAY um número que não seja seu e nunca aceite ajuda de um comprador para aderir.
  • «Confirme para receber»: no MB WAY, o que confirma é dinheiro a sair da sua conta.
  • SMS ou chamada «do banco» ou «do MB WAY»: o número pode ser falsificado. O MB WAY nunca pede códigos por telefone nem envia ligações por SMS, e nunca deve «autorizar uma operação para a cancelar» nem transferir para uma «conta segura».

Na dúvida sobre uma mensagem, cole-a no verificador de SMS e e-mails de burla.

Vai recuperar o dinheiro?

  • Operações que não autorizou (alguém usou o seu MB WAY ou cartão): o banco tem de reembolsar até ao fim do primeiro dia útil depois de ter conhecimento. A sua responsabilidade está limitada a 50 €, exceto se agiu com fraude ou negligência grave. Se o banco não exigiu autenticação forte, não paga nada (salvo fraude).
  • Transferências que fez você mesmo para o burlão: as regras de reembolso acima não se aplicam. Peça ao banco que tente recuperar o dinheiro o mais depressa possível e apresente queixa; a recuperação não é garantida.
  • Desde outubro de 2025 os bancos têm de mostrar a confirmação do nome do beneficiário antes de uma transferência: use-a sempre.

Apresentar queixa

  • Crime: na Queixa Eletrónica (tipo «Burla»), com Cartão de Cidadão ou Chave Móvel Digital, ou em qualquer esquadra da PSP ou posto da GNR. Em situação urgente, ligue 112.
  • Contra o banco (se recusar o reembolso ou não responder): no Livro de Reclamações Eletrónico, que segue para o banco e para o Banco de Portugal. O banco tem 15 dias úteis para responder.

Erros frequentes

O banco diz que não devolve por «negligência grave»

Peça a recusa por escrito, com a justificação, e reclame no Livro de Reclamações Eletrónico. O Banco de Portugal supervisiona o cumprimento destas regras, embora não possa atribuir indemnizações: para isso existem os tribunais e os centros de arbitragem.

O burlão tinha o meu nome e o meu NIF

Saber alguns dados seus não prova que o contacto é legítimo. Os dados circulam em fugas de informação.

Fontes oficiais